A encantadora Florença

Florença (ou Firenze, como chamam os italianos) é uma cidade absurdamente pequena para a quantidade de turistas que recebe, isso faz dela movimentada e vibrante, graças a sua rica herança do Renascimento que espalhou arte por todos os cantos da cidade. E todos que a visitam vão em busca dessa historia que faz de Florença um lugar como nenhum outro.



A cidade é banhada pelo Rio Arno e famosa não só pela sua arquitetura românica, pelos monumentos e afrescos de Michelangelo, pela "Divina Comédia" do poeta Dante Alighiere, não só pelos grandes  Leonardo da Vinci, Giotto, Botticelli, Rafael Sanzio, Donatello, enfim poderia escrever varias linhas citando grandes artistas que por lá passaram mas Florença não se faz interessante apenas pelos seus Fiorentinos célebres mas também por sua cozinha e vinhos que fizeram da marca "fiorentino" selo de garantia internacional de qualidade.  


Quando ir: Costumo dizer aqui no S.E que a primavera é sempre a melhor época de visitar a Europa de um modo geral, filas menores e temperaturas mais agradáveis, porém o calendário da Toscana é repleto de festivais de arte e eventos gastronômicos que podem determinar a melhor data de acordo com seus gostos. Eu, por exemplo fui no Outono que costuma ser a época ideal para quem está indo para comer, é tempo de colheita das trufas, funghi porcini, castanhas, tudo fresco e ricamente elaborado no seu prato.


 

Onde ficar: Os hotéis mais em conta, assim como em Roma ficam em torno da estação, neste caso de Santa Maria Novella, e também do Mercado Centrale, O Oltrarno é uma opção mais descolada e jovem, porém mais conveniente eu considero o centro, pois como a cidade é relativamente pequena e lá concentra os principais pontos turísticos o acesso é mais fácil, rápido e a pé. Nós ficamos num Hotel que segundo o Lonely planet é um dos melhores hotéis pra ficar do centro e com uma ótima relação custo/beneficio, o Torre Guelfa que é um autentico palazzo fiorentino e tem a maior torre privada da cidade.


O que ver e fazer: Os principais pontos turísticos estão no centro histórico, então optamos por começar o nosso passeio pela 1) Piazza del Duomo, onde fica o prédio do Batistério, o Duomo e seu Campanário este que não é apenas o principal prédio de Florença mas também um dos mais conhecidos da Itália, com sua fachada de mármore espetacular, belíssimas portas e principalmente sua cúpula de telhas vermelhas que faz do edifico uma das obras-primas mais extraordinárias do renascimento e um grande feito arquitetônico. Visitando a cúpula é possível não só ter uma linda vista de Florença como também ver afrescos do séc. 16 de Vasari e Frederico Zuccari que retratam o Juizo Final.



O prédio do Batistério tem uma estrutura octogonal e uma fachada de mármore que lembra o da catedral Duomo, o mais antigo documento existente sobre ele data de 897 mas acredita-se que seja bem mais antigo que isso. Suas portas são famosas devido a um concurso em 1401 para escolher os artistas que fariam seus painéis, os vencedores foram Lorenzo Ghiberti e Filipi Bruneleschi, este ultimo ficou aborrecido por não ter ganhado sozinho e abandonou o projeto. Porém os painés que se veem hoje lá nas portas não são os originais (os originais estão expostos no Museu del Bargello) mas sim replicas. O conjunto de três portas feitas por estes grandes artistas contam historias sobre a humanidade e a salvação e vale uma calma observação.



Daqui seguimos pela via Roma em direção ao Sul, passamos pela 2) Praça della Repubblica, repleta de seus famosos e milenares cafés. 

 
Seguindo mais ou menos uma quadra, pela Via Orsanmichele para a 3) Chiesa e o Museu di Orsanmichele, igreja única com fachada adornada por estatuas rebuscadas e um museu fascinante. Seguimos pela Via del Tavolini, depois Via Dante em direção a 4) Igreja de Santa Marguerita, Museu Casa di Dante e o Museu de Bergelio. Nessa igreja foi sepultada a musa inspiradora de Dante, Beatriz e foi também nela que ele se casou com Gemma Donati e na antiga casa do poeta que hoje funciona como museu é o melhor lugar para conhecer mais sobre o romance trágico de Dante e a Florença medieval da época.   

 
Casa de Dante

Descemos em direção a 5) Piazza della Signoria, onde estão o Palacio Vechio, sua torre de 94 mts, Torre d’Arnolfo.  a 6) Fontana de Netuno, o Museo Galileo e a Galeria Uffizi. Em frente ao Palacio tem a Via Vacchereccia, e subindo tem a loggia do 7) Mercato Nuovo, o edificio do mercado, data do seculo 16, era chamado de “Mercado Novo” para diferencia-lo do Mercato Vechio, no mesmo local desde o seculo 11.



Pallazzo Vechio e sua torre com o

Os florentinos se referem a ele como “iL Porcelino” (O leitão) por causa da estatua de bronze de um javali no lado sul. Dizem os antigos que é preciso esfregar a mão no focinho dele para voltar a Florença.


 
Pela Via Porta Rossa fomos até o 8) Palazzo Davanzati, com magnificas portas cheias de tachões.  Seguimos até a 9) via de Tornabuoni e suas butiques de luxo, alí perto tem também as capelas com afrescos da 10) Chiesa di Santa Trinita, depois pela Via del Parione para visitar os marmorizados de papel de 11) Alberto Cozzi e a fabricante de fantoches Letizia Fiorini. Para um descanso pegue a Vicolo del' Oro, onde fica o 13) Hotel Continental, cujo terraço elegante na cobertura é aberto a não hospedes e tem a melhor vista para um por do sol para a 14) Ponte Vecchio, a mais antiga de Florença, construída na Idade Média, está sempre repleta de turistas q vão e vem olhando as muitas lojas de joias e souvernirs de um lado e outro.
 

Vista da Ponte Vecchio


Pra finalizar, logo do outro lado o 15) Palazzo Pitti que foi uma encomenda da família Pitti ao famoso Brunelleschi mas que devido ao seu custo alto foi vendido em seguida para os Medici e hoje funciona um museu com belíssimas obras.

Pallazo Pitti ao fundo
 

 Mais sobre Florença em:


Leitura:
O livro "O inferno" de Dan Brown tem como pano de fundo o sombrio poema de mesmo nome de Dante Alighieri a história se passa em Florença e a descreve com perfeição e riqueza de detalhes capazes de você achar que conhece a cidade sem nunca ter ido ou mesmo recordar cado passo que por ali deu. Em mais uma de suas historias de suspense o Professor Robert Langdon luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística
 
O famoso corredor vassariano que Dan Brown tanto fala no seu livro


Sobre comidas no proximom post. :)

Bjos e até a próxima!

Rê Antunes - Blog Sem Escalas

Um comentário:

  1. Estou a prepara a minha viagem à Toscana e a adorar ler o blogue.
    No entanto não consigo encontrar o post sobre comidas (fator essencial nas minhas viagens :p )

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