Entendendo Budapeste

Só de começar a falar de Budapeste já me bate saudade... uma recordação gostosa de uma maravilha de viagem!


Budapeste é a capital da Hungria e surgiu da fusão de três cidades: Buda, Óbuda e Peste... Foi nosso terceiro destino na viagem desse ano à Europa e dos três novos lugares que visitamos, foi por este que mais nos encantamos!

O bairro de Buda a esquerda do Rio Danubio é onde fica o castelo e é um bairro mais residencial. E o bairro de Pest a direita é o centro comercial e turistico da cidade.



A área que hoje corresponde a Budapeste teve um passado conturbado e marcado por muitos conflitos, os principais deles são figurinhas repetidas nos nossos livros de história e por mais que a gente não se lembre de tudo alguns nomes ficaram marcados na nossa memória e lá no fundo sabemos que todos eles de maneira negativa. O Império Austro-Hungaro, a Tríplice Aliança, a Guerra dos Balcãs, todos estes acontecimentos estiveram ligados direta ou indiretamente aos húngaros, mas foi a Invasão Nazista, que dominou o país por 10 anos e matou milhares de judeus que marcou esse lugar para sempre! Na noite de Natal de 1949 com o anuncio do fim da guerra e o avanço dos comunistas sovieticos, os hungaros acreditaram naquilo que parecia ser o fim da ocupação nazi e foram às ruas para comemorar a liberdade e paz que parecia estar chegando... o que não sabiam era que os Nazis, decidiram que antes de abandonar o territorio iriam destrui-lo... e assim o fizeram, quase que por completo, igrejas, hospitais, predios publicos, etc... dias de destruição, sangue, bombas... com imagens chocantes e fortes de um povo devastado e uma cidade em ruínas.

No meu ponto de vista esse historico de lutas, as batalhas para se reerguer tantas vezes e a historia da Cortina de Ferro acabaram por influenciar positivamente a construção da personalidade do povo húngaro, já que hoje nao transparecem em nada seu passado, aquela imagem que alguns podem ter do povo do leste europeu, comunista, sério e carrancudo definitivamente podemos esquecer, achei eles muito simpaticos e até mais acessíveis do que outros povos vizinhos.


Depois de anos sob o dominio nazi teve mais sofrimento com os comunistas,  foi somente na decada de 80 que se viram livre, começaram então aí a construir sua identidade e caminhar para o capitalismo, apesar de o país ja ter se desenvolvido bastante hoje em dia, e já fazer parte da Comunidade Economica Européia desde 2004, eles ainda não conseguiram ter o euro como moeda, já que pra isso precisavam melhorar alguns indicadores enconomicos e sociais além de conquistar estabilidade. A moeda deles é o Florim Húngaro e a lingua falada é o húngaro.


O retrato do país hoje é de vitoria, uma cidade linda, não tão rica quanto alguns de seus vizinhos, porém muito bem conservada apesar dos bombardeios. O Danúbio que não é azul (como diz a música) mas que mostra à todos que ele é muito mais de Budapeste, do que de qualquer outra cidade, embeleza e cria um cenário romantico, de filme, um verdadeiro sonho! Amei esse lugar!


Como chegar: Confesso que a nossa chegada não foi das melhores. Chegamos de trem vindo de Viena e a estação não tem a menor estrutura turistica, quando se vai de países ricos como a Alemanha e a Austria pra lá você na verdade tem um choque. E o nosso instinto brasileiro de defesa mega aguçado nos deixou logo na defensiva quando deparamos com várias pessoas nos abordando, chegando muito perto, pra trocar dinheiro, oferecer taxi, e os mais variados serviços, mas tomando os devidos cuidados e passado o susto até que o serviço turistico da estação que quase não encontramos nos surpeendeu, além de todos os guias e mapas serem de graça ainda tinha a versão em Português, apenas o cenário que é meio decadente e de 3º mundo, nada condizente com o turismo do país.
A dica é não pegar taxi lá na chegada com essas figuras q ficam oferecendo, nem com preço pré-fixado, pelo o menos foi isso que o centro de Informação nos instruiu. Acabamos então comprando o "3 day pass" básico de sempre, (que agora não me recordo quanto foi, mas acredito que algo em torno de 14 euros, por pessoa) pegamos o metrô, seguimos para o centro e descemos na estação Dèli alguma coisa, nosso hotel ficava bem pertinho, menos de 5 min andando.

36 Euros p/ 2 pessoas - Compramos 3 dias antes, na estação de trem que chegamos em Viena.
Você pode checar pela OBB timetable, preços e a compra.

Quando ir: Sempre falo da primavera aqui, em especial pra essa região da Europa, ou então inicio do outono, afinal o verão e inverno deles são extremamente fortes. Fui no meio de maio, peguei otimas temperaturas em todos os lugares e as cidades ainda não estavam absurdamente lotadas como no verão. Budapeste variava entre 19 e 23 graus, tava perfeito e quase não choveu. Durante o dia dava pra fazer turismo de camiseta e shortinho normal e a noite pedia um sueter, mas nada mais que isso.


Onde ficar: Nas minhas pesquisas antes de viajar vi que era melhor ficar em Peste, ficamos em Buda pq essa viagem foi super BBB então o melhor custo beneficio que encontramos foi lá... Até poderiamos ficar em Peste pagando pouca coisa mais, mas não sabiamos se seria legal o hotel, perto de transporte publico, etc. então decidimos nos hospedar legal por um preço que eu diria: barato! Ficamos no Mercure Buda (não me recordo se 3 ou 4 estrelas), quartos amplos, fácil acesso aos meios de transporte, ótimo serviço, enfim apesar de ser um pouco mais longe de onde ferve a city, não achamos ruim pois era mto facil de chegar. A diária custa em média apenas U$ 50,00, lindo! :)
Agora se quiser ficar perto de tudo o ideal é em torno da Vaci Utca, alí tem o Marriot, Mercure Korona, Mercure City Center e o Hotel Boutique Zara, todos bem localizados e excelentes hoteis, em qlq um deles você estará muito bem hospedado. Opções mais em conta nessa área acabei não encontrando...


Dica de Literatura: De verdade, Sandor Marai. É um romance que reabre as cicatrizes de uma cidade sofrida e sitiada pelas tropas comunistas.


O que ver e fazer: Coming Soon, in the next post! ;)

O que comer e beber: next post.

Bjos,



By Rê.

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