Lazer, comida e noite na África do Sul!

Até agora só falei coisas boas sobre a minha experiência na África do Sul, deve ser pq ainda não tinha entrado nos quesitos acima :)

E antes de entrar, queria esclarecer que estive na África no inverno, em especial em Johanesburgo quando pegamos a semana mais fria dos últimos tempos no país, portanto não acredito que haja tão poucas opções assim no resto do ano.

Em Jo’burg nossas noites se resumiram ao Complexo do Mandela Square (no bairro de Sandton), com muitos restaurantes, bares, lojas, e muita, muita gente... o lugar virou o ponto de encontro de todas as torcidas do Mundial. Vc via de holandeses sem camisa, com o corpo todo pintado (não esqueçam estava 0°) a duelo de argentinos e brasileiros que se enfrentavam pra ver quem tinha a melhor torcida. A imprensa de todo o mundo tb estava por lá e as rodas de samba eram quase que diárias...



Mandela Square

É difícil explicar do que se trata essa área da cidade, mas é uma espécie de complexo que vc encontra hotéis 5 estrelas (Michelangelo), shoppings (Sandton city), lojas de luxo, restaurantes, praça (Mandela Square), enfim uma série de coisas e tudo isso interligado, vc entra num e sai no outro. Em outras épocas do ano não acredito que tenha a movimentação e alegria do período do Mundial, mas se tiver em Jo’burg, a visita vale de qlq maneira, pois lá vc pode fazer uma reserva de safári numa agencia, trocar dinheiro, fazer compras, além é claro, de ir aos diversos restaurantes. No clássico italiano (que não me recordo o nome, mas é o primeiro de frente pro Mandela Square) peça o sanduiche, que é absolutamente divino. Não deixe de experimentar o Pad Thai do restaurante Tailandês Wang Thai. E, claro, passe pelo Lekgotla para ter o melhor da exótica culinária sul africana, o restaurante tem a opção de a La carte ou Buffet e se vc tiver na duvida olhe o Buffet e tenho certeza que ira se decidir rapidamente. Para sobremesa eles têm uma espécie de brownie, mas que na verdade é com um bolo típico deles que se chama Malva Pudim e é uma delicia. Durante o jantar fomos interrompidos por uma alegre apresentação de um grupo de africanos com tambores e sua dança típica. A decoração do restaurante é uma atração a parte.

Tentamos descobrir lugares interessantes para noite, balada,, mas acho que o frio acabou mesmo espantando muita gente da rua (inclusive a gente) e as opções eram realmente poucas e fechavam muito cedo. Em outras palavras, a noite de Jo’burg tem muito a aprender com a de SP. Enquanto isso... o Melrose Arch nos foi apresentado por um amigo tb paraense (Augusto Teixeira) no final da viagem, fica no subúrbio de Melrose e é muito legal para tomar uma cerveja e/ou jantar no Moyo Restaurant. Já pra algo mais animado tente a 7ª Avenue (Sétima Avenida) em Melville, que como era o nosso bairro passávamos sempre pra ver a animação e comer alguma coisa nos muitos pubs da rua e suas transversais. Há opções tb no subúrbio de Randburg, no waterfront e o Montecasino, pra quem quer fazer uma fezinha. :)


Vista do Moyo Restaurant em Durban
A culinária sul africana é bastante diversificada, sofre influencia dos Khoisan, Xhosa, Sotho e outros povos locais; além dos estrangeiros do período colonial: africâners e britânicos, incluindo a influencia dos malaias, povos provenientes da Indonésia. Uma das tradições culinárias do país é o “braai”, um churrasco, com vários tipos de carne, normalmente no espeto e come-se em pé em volta do fogo (só lhe falta melhores acompanhamentos, aaah uma farofa e um vinagrete!!! :)
Come-se tb muito carneiro e os acompanhamentos de uma refeição clássica são normalmente purê de abobora e espinafre. O café da manhã é meio parecido com o English Breakfast com exceção da salsicha que é diferente, é tipo a do Boerewors.
Boerewors é pra eles o que o hot de rua da frente do estádio é pro brasileiro (com medo mas experimentei).
O "hot de rua" da África do Sul; comida típica, o tradicional café da manhã e o Bunny Chow.

E pra quem é curioso e gosta de fugir do tradicional vá ao Carnívora (em Johanesburgo), restaurante sul africano indicado pelo Globo esporte, que serve carne de zebra, antilope, impala, hipopotamo, etc.
África do Sul tb tem grande tradição na produção de vinhos e a Pinotage é a uva tinta criada por eles da mistura entre a Pinot Noir e a Cinsaul, vc bebe excelentes vinhos por preços absurdamente honestos em todo o país. Nas cidades de Stellenbosch (cerca de 1 hora de carro da Cidade do Cabo, o ideal é visitar pelo o menos duas, mas cuidado com a degustação se estiver dirigindo), Franschoek e Paarl estão as principais vinicolas, em sua maioria abertas a visitação.
Quanto as “geladas”, Castle e Hansa são as nacionais, a Black Label tb é produzida no país e tem um chopp excelente, estas são encontradas em todos os lugares, mas vc encontra tb várias cervejas importadas com facilidade, em especial a Heineken, Stella Artois e Carllsberg.


As cervejas
Cape Town é mais animada, mais noturna. Os dois principais lugares onde se concentram a vida noturna da cidade são: o Victoria & Alfred Waterfront e a Long Street, com propostas bem distintas um do outro.
O Victoria & Alfred waterfront é um projeto milionário no cais da cidade que o transformou numa espécie de boulevard gigante à beira mar, com inúmeros restaurantes, bares, shopping, e ambientes com música ao vivo, sem duvidas um excelente lugar para sentar e bater um bom papo, seja de dia ou a noite. Pra quem gosta de comprar está tb no Waterfront um dos principais shoppings da cidade, além de uma feirinha ao lado dele com preciosos artesanatos para souvenir.


Victoria & Alfred Waterfront - Foto tirada do google images
Já é na Long Street que (para mim) está toda a animação da Cidade do Cabo, sua irreverencia me encantou de cara, mas desanimou a outros. Vou colocar um trecho de um blog que acompanho e que li sobre a rua dois dias antes de ver em loco e confesso que eu seria incapaz de traduzir melhor em palavras este lugar.
“Muito animada durante as 24 horas do dia, especialmente assim que o sol se esconde, Long Street é a artéria turística por excelência, pejada de restaurantes, bares, albergues, lojas de conveniência e pontos de acesso à internet, bem como a sua dose de pedintes andrajosos e vendedores de droga que sussurram nomes de substâncias ilícitas ao cruzar um transeunte de feições estrangeiras. Para quem já esteve em Banguecoque, Long Street faz lembrar - para o bem (leia-se diversão, ambiente descontraído, liberdade, boa música, gente bonita) e para o mal (leia-se jovens embriagados a cambalear pelas ruas às três da madrugada, desacatos, drogas) - a popular Khao San Road, essa avenida surrealista frequentada por gerações de mochileiros de todo o mundo e que tem tanto de fascinante como de decadente. Tal e qual como Long Street, que pode ser imprescindível ou abominável, consoante o estado de espírito do viajante” (Blog Alma de viajante).
Long Street - Foto tirada do google images
Indo agora para Durban, cidade litorânea e 3ª maior cidade da África o lazer fica por conta do Sun Coast Casino que além dos jogos têm boate, bares e restaurantes quase todos com a opção de ficar no terraço de frente para praia. Destaque tb para a Florida Road, a rua noturna da cidade, com vários pubs, musica e muita gente. O Havana club costuma ser sempre o mais animado e tem uma ótima comida. Se gosta da cozinha tailandesa não deixe de ir no Wok Restaurante. Outras opções para noite são a orla de Camps Bay e o afastado e animado bairro de Uhmlanga.
A comida nessa parte do país tem forte influencia da India (a cidade tem a maior concentração de indianos fora da Índia), com muito curry e bastante apimentada. O prato principal é o Bunny Chow, meio pão de forma sem o miolo, fazendo o formato de uma vasilha, recheado com curry e vegetais, ou carne.
Para o país que superou expectativas, surpreendeu o mundo e fez, na minha opinião, uma Copa esplendorosa faltou apenas um pouco mais de vida noturna.

Bjos,

By R.A

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