segunda-feira, janeiro 25, 2016

Rota do Chianti

Depois de alguns dias em Florença pegamos o carro e fomos em direção a famosa Rota do Chianti, uma estrada que liga Florença a Siena, mas o nosso destino final mesmo era Volterra, onde nos hospedaríamos em um Agriturismo.





A Rota do Chianti é famosa por seus vinhedos, é de lá que saem os DOCGs tintos Chianti e Chianti Clássico da marca Gallo Nero, assim como outros DOCs Colli dell´s Etruria Centrale, Pomino, Vin Santo del Chianti, enfim é lá o que eu chamaria de a Disney dos enólogos.





Vinhedos, colinas e estradas pitorescas compõem o cartão postal desta região da Toscana. Então, para que ela seja bem admirada o ideal é que você faça tudo com calma, de preferencia com várias paradas para fotos, para beber, comer ou apenas admirar a beleza da região.



Tiramos a sorte grande pois em pleno outono fomos presenteados com um dia lindo e ensolarado, simplesmente perfeito para fazer essa viagem.

As principais cidades da rota são: 1) Greve in Chianti que é o principal centro urbano e onde reside a família Falorni, responsável pela criação e administração das três principais atrações turísticas da cidade.
- Museo del Vino
- Cantine di Greve in Chianti


- Antica Macelleria Falorni, onde fizemos ótimas comprinhas para nosso piquenique.





3L de Vinho da região do Chianti por 10 euros! 

Você pode esperar uma combinação de encher os olhos e a boca com lindas paisagens, restaurantes estrelados e os melhores vinhos do mundo.  

By Rê.





sexta-feira, janeiro 15, 2016

24horas em Kuala Lumpur, capital da Malásia!

Para quem está viajando entre a China e o Sudeste Asiático, o aeroporto de Kuala Lumpur é quase passagem obrigatória. Graças a sua posição estratégica, a capital da Malásia é um grande hub aéreo, com milhares de vôos chegando e partindo a todo instante, muitos deles baratíssimos, em especial os da low cost Air Asia e Singapore Airlines.

Putra Mosque
 Eu estava saindo de Hong Kong para Tailândia quando resolvi fazer um stop de 24 horas na cidade e devido a distancia do aeroporto para o centro (mais de 50km) achei que não conseguiria ver muita coisa, mas dei sorte pois era feriado e a cidade estava sem transito algum. Alugamos uma daquelas vans por um dia inteiro e conseguimos ver bastante da cidade para concluir o quão desenvolvido é este país que foi muito discutido por mim na década de 90 por fazer parte dos famosos tigres asiáticos.


A Malásia foi o primeiro país de maioria muçulmana que visitei na Ásia mas mesmo assim consegui notar referencias Hindu e muitas tradições chinesas no dia-a-dia dos malaios. Essas influencias que o país sofre é possível perceber também na comida. Assim como seus vizinhos, um dos pratos típicos tem como base o arroz, é o nasi lemak. Não agradou muito meu paladar, não só pelas anchovas como também pela pasta picante de pimenta malagueta que veio bem mais forte do que imaginei.


Hospede-se no centro, mais especificamente no Butik Bintang o bairro mais descolado da cidade. 

Visite:

Como chegamos a noite e muito cansados, acabamos nos hospedando perto do aeroporto e na manhã seguinte nosso passeio começou pela capital administrativa de Putrajaya, pois era nosso caminho até o centro. Putrajaya é uma cidade planejada que fica 25km ao sul de Kuala Lumpur. Visitamos a Putra Mosque, a sede do Parlamento, passamos pela Putra Bridge, pelo Palácio da Justiça, dentre outros prédios públicos  e tivemos de cara uma ótima impressão do país, com ruas largas e limpas.



De lá, seguimos para o National Palace (Istana Negara) ,  onde vive a família real da Malásia.




Em seguida, fomos para a Petrona Towers - essa torre, sem duvidas, é o ponto alto de uma visita à Kuala Lumpur, eternizada no filme "A Armadilha" com Sean Connery e Catherine Zetha Jones é possivel se sentir parte da historia ao vê-la de perto.



Nessa área se concentram muitas atrações, como o Suria KLCC Shopping, que inclusive está interligado com a Petrona Towers e é uma ótima opção de almoço. O Suria na verdade é um gigantesco complexo de lojas. Onde você pode encontrar muitas grifes, jóias e excelentes restaurantes (alguns estrelados) que ficam no ultimo andar.

Meu pai no Suria
A Kuala Lumpur Tower, ou Menara Tower, construída em 1995 está entre as torres mais altas da Ásia e proporciona uma excelente vista panorâmica da cidade e da Petrona Tower. Quando fomos estava rolando uma exposição no térreo, com apresentações culturais e fui até convidada a dançar com as malaias.

VIsta da torre
Apresentação de dança local

Pagando mico 


E pra terminar o dia sugiro sair andando pela Bintang Walk para desfrutar de ótimas massagens, sentar num bar com musica ao vivo ou apenas jantar em uma das muitas opções que encontrar. 

By Rê. 

quinta-feira, janeiro 14, 2016

Sobre Bali!!

Algumas curiosidades...

1) OFERENDAS - Impossível começar a falar de Bali por outro tópico que não seja a religião. Já que só de pisar na ilha é possível notar a fé e devoção dos balineses. Por onde quer que você ande, lá estarão as milhares de oferendas: na porta do seu hotel, no caixa do bar, na entrada dos pontos turísticos, etc. Essas oferendas são feitas em pequenas cestinhas e dentro tem todo tipo de alimento, além de flores e incenso. Em geral, estas encontradas no chão são para os espíritos do mal, para deixá-los quietos e adormecidos. Enquanto àquelas encontradas no alto dos templos são para os espíritos do bem, como forma de agradecimento pela saúde e prosperidade.


A religião que predomina em Bali é o Hinduísmo, algumas das peculiaridades dessa religião ficam por conta da forte crença na vida após a morte, na força da magia, nos espíritos e nos frequentes rituais para agradecer aos deuses pela vida.




























2) A ILHA - Bali não é o nome da cidade e sim da ilha, uma das mais de 10 mil ilhas que podem ser encontradas na Indonésia e não vá para lá achando que você vai chegar numa ilhota daquelas que se faz tudo andando, pois na verdade ela é enooooorme. E dentro de Bali tem várias cidades, isso mesmo várias cidades! Ta certo que elas são coladas umas nas outras e mais parecem bairros de grandes cidades, mas não são. Portanto, é muito importante você pesquisar bastante antes de ir, entender a disposição geográfica da ilha para saber onde estão seus maiores interesses.
Vou falar mais na frente sobre as principais cidades, mas adianto que me hospedei em Seminyak e que ela é a mais transadinha dentre as principais, com ruas de lojas super charmosas, bons restaurantes e os melhores beach clubs.

3) TAXIS - Prepare-se psicologicamente para encarar os taxistas em Bali, pois eles podem "Drive you Crazy". E não estou exagerando , eles REALMENTE podem lhe tirar do sério!
Primeiramente porque eles buzinam toda vez que vêem um turista andando, partindo da ideia que o turismo é a principal atividade comercial da ilha, ou seja, tem turista passando toda hora em todo canto então, eles não param de buzinar, gente é um verdadeiro inferno!!! Buzinam para que você possa vê-los e se ratificar que estão disponíveis. E mais, se não fosse o inferno das buzinas, eles ainda tentam roubar você lhe passando preços inflacionados para cada lugar e evitando ao máximo ir pelo taxímetro (que é absurdamente barato). Portanto, se estiver a caminho de Bali grave esse nome: BLUEBIRD Group. E tente sempre pegar os táxis dessa companhia, pois eles são obrigados a ir pelo taxímetro, com eles você não terá que barganhar ou discutir valores.

Taxís mais honestos - Identifique pelo adesivo no para-brisa
4) GASOLINA - Outra coisa que vai lhe surpreender são os "postos de gasolina", se é que podemos chamar assim, pois mais parecem barraquinhas de feira, onde a gasolina é vendida em garrafas de coca-cola e/ou absolut, além de outros produtos e serviços. É bom familiarizar-se com elas, em especial se você for alugar uma motoca. ;)



5) BOMBAS - É muito comum em Bali a revista dos carros à procura de bombas, seja um particular ou táxi, ao entrar e sair de um hotel ou restaurante seu carro vai ser sempre checado. Eles conferem malas e até em baixo dos carros com espelhos. Achei curioso e pesquisando a respeito acabei descobrindo que a ilha já foi vitima de dois grandes atentados localizados em áreas super turísticas, um em 2002 que matou cerca de 200 pessoas e outro em 2005 onde três bombas explodiram simultaneamente em três restaurantes diferentes. Achei um cuidado excessivo na época mas agora vejo que é um protocolo necessário, uma vez que logo após a segunda bomba o turismo caiu consideravelmente na ilha, em especial entre os australianos que são maioria por alí.

6) KOPI LUWAK - Nem só de ondas vive a ilha de Bali! Para os amantes de um bom café e também para os nem tanto, visitar uma plantação do café mais raro e artesanal do mundo pode ser um ótimo, curioso e antes de mais nada: aromático e saboroso programa!
Os civetas, animais asiáticos, parecidos com gambás, na hora de se alimentar escolhem os melhores grãos de café e só digerem a polpa, com a semente passando direto pelo sistema digestivo não sem antes se transformar com a ação das bactérias e enzimas do estomago do animal, originando assim grãos que produzem um café mais saboroso e suave, e caro também! Uma vez que estes animais estão em extinção e  a produção do grão é de apenas 250kg/ano, em lugares como o Japão e a Europa 1 kg deste café pode custar até mil dólares, mas em Bali você consegue experimentar por muito menos, algo como 10 dólares.






By Rê.


segunda-feira, janeiro 11, 2016

Todos são Chineses?!!!

Vc trabalha com a Ásia? Tem que lidar com diferentes países orientais? Está fazendo intercambio e nunca sabe diferenciar quem é do Japão, da Coreia ou da China? Ou é apenas um curioso sobre o povo chinês?!

Então você é tipo EU e vai adorar ler o livro "It's All Chinese to Me".


Uma leitura leve, divertida que retrata muito bem os chineses, seus hábitos e costumes, ideal para quem trabalha com esse povo ou vai visitar o país e precisa aprender o básico para uma boa convivência com eles.

Obvio que o livro em vários aspectos tende a generalizar demais este povo mas confesso que para mim foi fundamental ter essa perspectiva deles para poder então, começar a enxergar as qualidades e admira-los.

Hoje um rapaz que trabalha com a China comentou aqui no blog sobre o quanto acha eles grosseiros, aí lembrei desse livro que li em 2010 (acho que não existe a versão em português) mas tá numa linguagem bem fácil e tranquila. Super recomendo!

Bjos,

Rê.



sábado, agosto 08, 2015

A Cozinha Chinesa pela americana Nicole Mones

Achei muito legal esse texto publicado no Estadão e quis dividir com vocês. É longo mas vale a leitura, principalmente por quem está de passagem marcada para China.


A gastronomia chinesa vista por uma americana

Em 1977, a escritora americana Nicole Mones foi à China a trabalho e se encantou com o país, sua comida e cultura. A autora de The Last Chinese Chef aprendeu mandarim e, em suas viagens constantes, dedica-se a descobrir os melhores restaurantes do país

Minha apresentação à cozinha chinesa séria aconteceu há 31 anos, quando desembarquei na China pela primeira vez e fiz a feliz descoberta de que negócios e banquetes combinam. Mesmo então, pouco tempo depois do fim da Revolução Cultural e com a maioria das pessoas vivendo de rações e as refeições finas ainda oficialmente proibidas, havia sempre alguns lugares que foram deixados abertos para funcionários do governo e seus convidados onde um punhado de chefs criava uma cozinha excepcional. E como o tempo viria a comprovar, muitos grandes cozinheiros não esqueceram suas habilidades, apesar de ter obedientemente desistido da culinária e passado décadas preparando comidas simples, comida de trabalhadores, chicha dan fan, chá verde e arroz puro.   No fim dos anos 1980 e início dos 90, a economia chinesa sofreu um surto de privatização, e o negócio de restaurantes foi o primeiro a se recuperar. Um restaurante podia ser iniciado com pouco capital, e comer fora logo se tornou novamente popular. A expressão comum xia guan, ir a um restaurante, conotava uma saída festiva, alegre nos anos 1920, 30 e 40. No fim dos 50, havia se tornado burguesa, pejorativa; ninguém ousava dizê-la em voz alta exceto como um exemplo de tudo que era contra-revolucionário. Agora, uma outra revolução completou o círculo e xia guan novamente carrega o significado de boa companhia, grande comida e alegres descobertas.   A China de hoje está tão repleta de restaurantes que o visitante interessado em culinária enfrenta um novo desafio: como localizar a grande comida. Como os restaurantes proliferaram, sempre haverá muitos deles inevitavelmente medianos. Especialmente numa viagem à China, ninguém deveria desperdiçar uma refeição - ninguém deveria desperdiçar uma caloria que seja - com comida chinesa mediana quando existe a grande comida chinesa à disposição. Com a arte culinária de novo disponível e chefs talentosos competindo, este é um grande momento para se aprender sobre esta forma de arte deliciosa e extremamente complexa.   PEQUIM Um dos prazeres de comer fora na capital da China é provar a cozinha chamada "sabor da antiga Pequim", que inclui favoritos locais tradicionais dos velhos tempos dos quais as pessoas se lembram dos dias de seus pais, avós e até antes. Um de meus locais favoritos para isso, o Dao Jia Chang, também oferece um ambiente absolutamente autêntico, completo com ocasionais papagaios gritando e, no verão, velhos com as camisetas puxadas para cima até as axilas sobre as barrigas nuas. Eles têm uma das melhores versões da cidade de jingjiang rou si, carne de porco desfiada com chalotas picadas em invólucros de tofu e, e shao bing jia rou mo, pequenas tortas de gergelim que você parte e recheia com carne de porco picada. Eu adoro o yang you ma doufu, que é coalhada de feijão verde fermentado aspergida com óleo de cordeiro e salpicada de cebolinha picada e pimenta malagueta vermelha seca. U lá lá! Se você tem peito para comida fermentada, esta vai fazer você girar no banco e será como algo que você nunca comeu antes. Quem não gosta de queijo forte não deve se candidatar. Serviço: Dao Jia Chang, # 20 Guangxi Men Beili, na área de Xibahe, perto do Chonqing Hotel. Tel. 6422-1078.     Muitas pessoas sentem que uma visita a Pequim não está completa sem uma refeição com pato de Pequim. Eu tenho três favoritos para sugerir, a depender do seu estado de espírito. Se estiver afim de um lugar pequeno, uma casa com pátio francamente não convencional, típica de como a maioria das pessoas vivia nos anos 1970 quando vim pela primeira vez à China e permanece de alguma forma notavalmente intacta, vá direto ao Li Qun. O pato é excelente e as panquecas são finas e delicadas como seda. Não deixe de pedir os intestinos de pato fritos crocantes, servidos com pimenta crua picada; nossa mesa simplesmente brigou por eles. O chef trabalhou durante muitos anos no Quanjude próximo, um restaurante venerável de pato assado, e por fim decidiu abrir o seu próprio lugar em sua casa. É uma viagem no tempo. Serviço: Li Qun Roast Duck Restaurant, No. 11 Beixiangfeng, Zhengyi Rd., Qianmendong St., Tel. 6705-5578.   Com certeza deve haver momentos em que você deseja uma refeição de pato chinês requintada, uma em que um extenso e interessante menu complementa a experiência do pato assado. Esse é o momento de ir ao Da Dong, onde, quando se trata de sua especialidade, eles também desenvolveram um método muito alardeado de reduzir a camada de gordura do pato entre a pele e o peito. E eles servem o complemento completo de condimentos tradicionais do pato de Pequim, não apenas chalotas picadas e molho de ameixa, mas também watermelon radish cortado à juliana, purê de alho e açúcar mascavo. Um dos melhores pratos que comi foi broto de bambu de inverno grelhado com ervas servido em copos de bambu. Serviço: Da Dong, Tuanjie Hu Beikou No. 3, tel. 6582-2892.   Quando quiser alguma coisa intermediária, um lugar limpo que é suficientemente classudo mas não requintado, um lugar com um único propósito - servir um grande sabor de pato - vá ao Xiang Man Lou. Ali os patos reinam, e eles os estão trinchando pelos corredores o dia todo. Vêem-se patos em todas as mesas e embora suas panquecas não sejam tão finas e etéreas como as do Li Qun, eles servem o pato com pepinos e molho de ameixa, mas também com um toque da "velha Pequim" - picles de legumes, que acrescentam um tom picante. Serviço: Xiang Man Lou, Zhongjie Xinyuanxili, Chao Yang District, tel. 6467-4391.   A comida condimentada de Sichuan ficou popular no ocidente, e muitas pessoas querem prová-la quando visitam Pequim. Prato por prato, acredito que a melhor comida de Sichuan da cidade pode ser a do Chuan Ban (Restaurante do Governo de Sichuan), localizado no primeiro andar do prédio do governo que abriga os burocratas da administração na capital. Confie nos funcionários provinciais para ter o melhor Sichuan da cidade em seu prédio de escritórios! Esse restaurante é uma espécie de dinossauro. É uma empresa estatal numa era em que a maioria dos restaurantes estatais foi fechada ou privatizada. Por isso, o Chuan Ban só abre nos horários tradicionais de refeição, das 10 às 14 horas para o almoço e das 16 às 22 horas para o jantar. E seus muitos pratos maravilhosos são oferecidos num enorme menu sem muita organização ou explicação, apesar das traduções para o inglês e as fotos. A maioria dos ocidentais fica completamente perdida diante do amplo e complexo leque de cozinha de Sichuan, por isso pode ser muito difícil saber o que pedir ali - em especial quando todas as mesas do imenso lugar estão ocupadas e um garçom impaciente espera seu pedido. Este não é comida de Sichuan para gente delicada; o nível de "calor" é muito alto - duas estrelas de calor, e digo isso como alguém cuja primeira expressão em chinês depois de "alô" e "até logo" foi "quanto mais quente melhor, por favor". Mas muitos pratos que equilibram o menu não são apimentados, como um de meus favoritos de sempre, favas frescas refogadas numa decoração extremamente etérea, aromatizadas com as folhas picadas da árvore toon chinesa - uma erva fresca bastante rara com um gosto picante, almiscarado, ervoso que transforma a suave brandura das favas. Essa maravilha é lamentavelmente traduzida no menu como "fava com vicia faba". Também amei "cordeiro defumado com farinha de arroz", pedaços de cordeiro defumado tenros e aromáticos num leito macio de arroz papa com alho picado, salpicado de coentro e pimenta vermelha picados. Quando voltei para casa, eu pensava nesse prato tantas vezes que tentei fazê-lo, sem muito sucesso. Serviço: Chuan Ban, Jianguomen Gongyuantoutiao # 5, tel. 6512-2277.   Se a sua única exposição à comida de Sichuan foi a fração muito limitafa normalmente servida no Ocidente, você vai querer experimentar uma refeição completa com preço fixo designada para lhe dar um conhecimento amplo e bem equilibrado da comida da região. The Source, suntuosamente instalado numa casa hutong restaurada construída em torno de um pátio central e graciosamente mobiliada no estilo do período oferece um rodízio elaborado da comida de Sichuan a partir de 158 yuans (cerca de U$ 22; níveis de preço mais altos basicamente usam ingredientes mais caros como frutos do mar). Uma seqüência fascinante de pratos frios, pratos quentes, várias iguarias e uma sobremesa manteve nossa mesa feliz durante uma longa e prazerosa refeição, com uma porção de pratos pequenos para os comensais poderem provar coisas diferentes. Serviço: The Source, No. 14 Banchang Hutong, South Luogu Xiang Kuan Road. Tel 6400-3736. Perto da Lu Song Yuan Guesthouse.   Um desafio para quem visita Pequim é o trânsito. Não mentirei a vocês, ele é horrível. Apesar dos táxis onipresentes e confiáveis, transitar pelas ruas da superfície ou usar o metrô ou seus pés - pode tomar muito tempo. Por isso, é sempre bom conhecer um restaurante excelente bem ao lado da maior atração turística onde você pode se encontrar na hora da refeição. O Li Qun, descrito acima, fica perto de Qianmen, a extremidade sul da Praça Tiananmen (da Paz Celestial). Se for ao Yonghegong, um dos templos mais visitados da cidade, um almoço fabuloso pode ser encontrado a uma curta caminhada no Jin Ding Xuan, um palácio do dim sum. O nome significa "Sótão do Tripé Dourado" e de fato o restaurante espalhado parece velho por dentro, cheio de treliças de madeira e escadas estreitas. Perto de 100 itens de dim sum, incluindo muitos que não são encontrados no Ocidente e muitos pratos especiais de noodles, mingaus e sopa, são oferecidos num menu completo com traduções em inglês e pequenas fotos. Serviço: Jin Ding Xuan # 77 Yonghegongqiao, Heping Xijie, tel. 6429-688.   Por fim, se você sentir necessidade de uma refeição ou uma excelente bebida depois de passar uma tarde explorando a Torre do Tambor e suas cercanias históricas, dê um pulo no Café Sambal. Pode não ser um grande destino para culinária, mas é um lugar realmente maravilhoso para relaxar. O dono, Cho, é da Malásia; ele reformou uma velha casa com pátio para fazê-la parecer seu lar longe de casa. O bar prepara ótimos mojitos e caipirinhas, a comida sino-malaia é consistentemente boa, e a atmosfera é sofisticada, aconchegante e relaxada. Não admira que expatriados e chineses lotem o lugar todas as noites. Sei de alguns amigos meus que passaram mais tempo no Café Sambal até tarde da noite do que em seus próprios apartamentos. Serviço: Café Sambal, # 43 DouFuChi Hutong, Jiu Gulou Da Jie, tel. 6400-4875. Localizado no interior de uma pequena hutong várias hutongs ao norte da torre do tambor na Jiugulou. No lado leste de da Jiugulou, onde ela cruza com essa hutong (naquela esquina que é também um banheiro público, se você encontrar dificuldade para encontrá-lo) uma placa branca anuncia o Café Sambal. O restaurante/bar fica perto da entrada da hutong. Também a uma curta caminhada do Bamboo Garden Hotel.   XANGAI Xangai é um lugar cosmopolita incrivelmente chique hoje em dia, e algum dos restaurateurs mais vanguardistas do mundo foram para lá abrir restaurantes de prestígio que são internacionais em estilo, escala, culinária e preço. Você encontrará uma boa cobertura deles nos guias de turismo. Mas o meu foco é na comida chinesa local - lugares moderados, onde os amantes de comida da cidade se alimentam, com comida fantástica. Guyi. Um lugar de Hunan um tanto chique na Concessão Francesa com uma comida sempre excelente, espaço agradável e multidões para prová-la. Faça reserva, chegue bem cedo ou mais tarde (o jantar é servido das 17h 30 às 22h 30), ou espere. Tofu com sal e pimenta, feijão condimentado com carne de porco moída - tudo que provei estava muito bom, e os refrigerantes caseiros de limão proporcionaram um bem-vindo contraste para a comida apimentada. Serviço: Guyi, 87 Fumin Lu, ao lado da Julu Lu, não muito longe da estação Jingan do Metrô. Tel. 6249-5628.   Tanggong Seafood Restaurant. Este lugar enorme, estilo palácio cantonês, serve alguns dos melhores dim sum de Xangai. É uma parada formidável para um brunch de fim de semana, mas você precisa estar com tempo sobrando; nas manhãs de fins de semana terá que esperar. Eu me absterei de sugerir pratos porque o menu em inglês tem fotos, as opções são muitas, e você definitivamente verá dim sum que nunca viu antes. Para mim, o item mais memorável foi um pequena massa de durião que não só parecia exatamente um durião em miniatura, mas vinha recheada com um manjar que transformava o sabor controverso e exótico do durião em algo de apelo universal. Serviço: Tanggong Seafood Restaurant, 1-2F, Jinghua Hotel, 103 Dongzhu Anbang Rd., Changning District, Xangai. Tel. 6251-3960. No conjunto habitacional Golden Bridge Garden.   Joshi. Paraíso para o amante da cozinha caseira de Xangai. Este restaurante na Concessão Francesa abarrotado de moradores locais também é cheio, estreito e divertido. Recomenda-se fazer reserva embora eu tenha entrado e recebido imediatamente uma mesa, especialmente no almoço. Prove qualquer coisa, mas nós adoramos as ervas silvestres com tofu (um prato frio bem típico de Xangai usando legumes locais silvestres difíceis de encontrar fora de Xangai), a enguia com sal e pimenta, e os sublimes lingueirões numa marinada escura, complexa (eles nem sempre estão disponíveis, mas vale a pena pedir). A especialidade da casa, pé de porco refogado durante horas num molho ainda mais complexo, também é admirável - quando o garçom o trouxe, a mesa de dez perto da minha gritou de excitação, depois choramingou de desespero quando ele veio para a minha mesa. Eu levantei a gordura até a carne magra por baixo, provei, desmaiei, e eles me mandaram vinho para brindar com eles à glória desse prato clássico de Xangai. Serviço: Jishi, 41 Tianping Lu, ao lado de Huahai Zhonglu, perto da estação de Metrô Hengshan Lu. Tel. 6282-9260. Menu em inglês. Não aceita cartões de crédito.   Di Shui Dang. Outro restaurante fabulosamente bom de Hunan. Há muitos pratos deliciosos, mas não dá para perder a costeleta de porco com cominho, densa, com ossos crestados mastigáveis com sementes de cominho e pimenta picante. Os amantes desse restaurante se exaltam com a mera menção desse prato. Serviço: Di Shui Dong, segundo andar, 56 Maoming Nanlu, com Changle Lu. Tel. 6253-2689. Menu em inglês. Não aceita cartões de crédito.   Bao Luo. Lotado e vibrando de barulho e energia, o Bao Luo serve comida maravilhosa de Xangai. É preciso fazer reserva, e vale a pena adiar o jantar para depois das 21 horas se este é o único horário que você tem disponível. Quase todos os pratos dali foram memoráveis. Um de seus principais é o file suíço especial da casa. É o tipo de coisa que uma esnobe incorrigível como eu normalmente jamais pediria num restaurante chinês - mas ele está em quase todas as mesas, por isso nós lhe demos uma chance. Estava surpreendentemente bom. Item # 2012, um peixe fluvial "red-cooking" é ainda melhor. Ultra fresco - antes de o chef começar, ele o traz, vivo, para a sua inspeção - é cozido num molho à base de soja curiosamente balanceado. Não perca o shen jiao bao, um grande pastel recheado de carne que é primeiramente cozido no vapor e depois frito para que o fundo fique crocante e depois é salpicado de gergelim. A versão do Bao Luo é inesquecível - tão deliciosa que eu levei a sobra para casa e a comi fria no café da manhã do dia seguinte. Serviço: Bao Luo, 271 Fumin Lu, com Changle Lu (tel. 5403-7239). Mais perto da estação Changshu Lu do Metrô. Menu em inglês. Não aceita cartões de crédito.   Yin. Alguns dizem que é o melhor restaurante de comida de Xangai da cidade. Pode ser se o que importa a você é a atmosfera. O Yin reina no quesito atmosfera. Lindamente mobiliado em estilo perfeito da era Concessão, ele é iluminado por pequenas lamparinas como em um sonho de ópio, e telas de seda aqui e ali separam as mesas. Um trio de jazz toca algumas noites. O barman é muito criativo. É um lugar adorável, sofisticado para se passar a noite. A comida de Xangai é boa. Mas para mim, não memorável. Serviço: Yin, Jinjiang Gourmet Street, 59 Maoming Nan Lu, com Changle Lu (tel. 5466-5070). Menu em inglês.   Jia Jia Tang Bao. Às vezes somente uma comida de rua casual servirá, e a ânsia por soup dumpling (trouxinha recheada) é uma delas. Poucas coisas são melhores num dia frio e chuvoso que um cesto quente cheio de dumplings cozidos no vapor recheados com carne de porco ou de caranguejo e porco junto com uma dose de caldo rico, quente, que você suga primeiro dando uma mordidinha na ponta do invólucro antes de realmente meter a boca no dumpling. (Inverta a seqüência é poderá estragar sua refeição). Assim que virar a esquina para a Huanghe Lu, você reconhecerá esse minúsculo estabelecimento - é o lugar com a fila sinuosa saindo pela porta e se estendendo pela calçada. O que é uma espera de 30 minutos por dumplings como esses? Um cesto com 15 excelentes tang bao de carne de porco sai por RMB 6 (cerca de U$ 0,75), mas seja indulgente consigo mesmo e vá para os dumplings de caranguejo, 15 por RMB 6 (pouco mais de U$ 2,50). São divinos. Serviço: Jia Jia Rang Bao, 90 Huanghe Lu, com Fengyang Lu. Tel. 6327-6878. Não tem menu em inglês, mas quando você olhar os cartazes na parede reconhecerá as escolhas mencionadas acima de seus preços.   Shanghai Uncle. Aqui você encontrará uma refeição que jamais esquecerá. Entre as entradas, um prato obrigatório é o peixe defumado à moda de Xangai. Não realmente defumado, o xun yu é cozido a seco numa mistura complexa de soja e especiarias que evoca o sabor defumado. O xun yu ao estilo de Xangai é um clássico local, e a versão servida aqui é fantástica - atualmente é, de longe, o melhor da cidade. Se você estiver sentido a necessidade alguma coisa mais sólida, a enguia crocante do Unlce vai cair bem. Pequenas, esguias, frescas enguias de rio são fritas rapidamente e em seguida aspergidas com um molho agridoce. Outro triunfo é o "Eight Treasure with sticky rice cake". Os bolos de arroz são cozidos num molho picante com pinhões, carne de porco em cubinhos, cogumelos picados, e outras iguarias, e depois encimado por um montinho de camarões frescos. Bravo. Serviço: Shanghai Uncle, 211 Tianyaoqiao Lu, com Nandan Lu (tel. 6464-6430). Menu em inglês.   HANGZHOU A cena culinária de Hangzhou se divide aproximadamente em duas partes: a tradicional e a nova. Hangzhou tem uma comida venerável, historiada, que tem sido tradicionalmente de e para literatos. A comida da cidade enfatiza lembretes e ressonâncias das artes literárias, especialmente a poesia. Entretanto, os pratos tradicionais de Hangzhou (que foi um centro cultural mundial na Dinastia Song e foi visitado em seu apogeu por Marco Polo) são poucos - segundo o principal chef do Lou Wai Lou, não passam de 40.   Os turistas, especialmente turistas chineses, acorrem para Hangzhou pois este é considerado um dos lugares mais adoráveis da China. Esses turistas tendem a comer nos restaurantes tradicionais e se concentrar naqueles 40 pratos famosos, freqüentemente com temas literários. Os moradores de Hangzhou, porém, já estão compreensivelmente enjoados do repertório tradicional e freqüentam restaurantes como o volumoso e opulento Xin Kai Yuan, onde o apelo principal é a novidade. O dono, Wang Zhiyuan (que tem uma cadeia de restaurantes), mantém um staff de dez chefs de teste cuja única função é criar constantemente novas receitas. Pessoalmente, eu gosto dos lugares tradicionais. Lou Wai Lou. Um dos mais famosos restaurantes da China, este lugar opera desde 1848 nas adoráveis praias do Lago Oeste de Hangzhou. Sua localização próxima da velha Sociedade de Gravação do Selo ajuda a consolidar sua posição como um dos pontos de origem da cozinha literária de Hangzhou. Quando perguntado quais pratos ele apresentaria primeiro a um visitante estrangeiro, o chef Wu Xunqu escolheu o frango de mendigo, um prato chinês conhecido em todo o mundo, mas raramente preparado tão bem como aqui, onde ele deve de fato ter se originado. Esse restaurante também é especializado em Dongpo Pork, o famoso prato nomeado em homenagem ao poeta Su Dongpo da Dinastia Song. Em dias amenos, os literatos locais pode aparecer para escrever poemas de Su Dongpo na calçada com água e um pincel exorbitante, para realçar a ressonância de sua refeição com temática literária. Serviço: Lou Wai Lou, No. 30, Gu Shan Rd., Hangzhou, China. tel. (0571) 8796-9023. Menu em inglês; pouca fala em inglês.   Shan Wai Shan. A maior especialidade inegável desse pacato restaurante arborizado de 100 anos no Jardim Botânico de Hangzhou é sua merecidamente famosa sopa de cabeça de peixe, com um caldo leitoso intenso e uma cornucópia de ingredientes incluindo presunto, camarões, verduras, pepino-do-mar, tofu, e bolas de peixe miraculosamente fresco. Para fazê-la, o restaurante compra somente carpas prateadas vivas criadas no extremamente puro Lago One-Thouseand-Isle, um reservatório nos arredores da cidade. Somente peixes grandes de pelo menos cinco anos são selecionados, e devem ser comidos no mesmo dia. Essa sopa se tornou bastante conhecida entre os aficionados por comida asiáticos; gourmets de Xangai a Seul e a Tóquio viajam a Hangzhou para comê-la. Além de vender 800 pedidos por mês, o restaurante toca um pequeno negócio lateral para vender como suvenir as terrinas azuis e brancas assinadas onde a sopa é servida, feitas exclusivamente para esta sopa em Jungdezhen, uma cidade na Província de Jiangxi que tem sido a capital da fabricação de porcelana chinesa há mais de mil anos. Outros pratos maravilhosos incluem o Hangzhou jiang ya, um prato de pato frio muito bom; longjing xia ren ou camarão com casca com chá verde, um clássico da cozinha Hangzhou-Suzhou, e ke se yu pian, ou fatias de peixe com sabor especial. Nesse último prato, fatias de peixe cru são trazidas à mesa junto com uma vasilha rasa de óleo quase fervendo, e são cozidas bem na sua frente com um mergulho no óleo. O resultado é surpreendentemente leve e não oleoso. Serviço: Shan Wai Shan, 8 Yuquan Lu, Hangzhou Botanical Garden, Tel. (0571) 8799-5866. Menu em inglês.   A província chinesa de Yunnan, de paisagens fabulosas, localizada no canto sudoeste do país e fazendo fronteira com o Laos, Mianmar e Tibete, tornou-se um destino muito popular entre os turistas. Além do relevo atordoante e das ilimitadas oportunidades para a exploração dos espaços abertos, a província é o lar de mais de 50 minorias étnicas não-chinesas, muitas das quais ainda se comunicam no próprio idioma e vivem de acordo com os próprios costumes. Os turistas, ansiosos para ver uma parte do mundo que ainda não foi homogeneizada, têm chegado em bandos. Um dos efeitos negativos desta procura tem sido o surgimento inevitável de grande número de restaurantes ocidentais nos principais pólos de atração de turistas de Yunnan, de modo que você pode visitar a província e comer uma pizza, tomar café com leite e comer filé durante toda a viagem. Este estado das coisas me deprimiu, então fiz da busca por excelente comida local a minha principal atividade em cada parada. Um benefício de se comer em Yunnan: o lugar é um paraíso horticultural, contando com mais de 18 mil espécies de vegetais. Amantes da culinária sabem que isto significa uma abundância de excelentes legumes e verduras frescos em todas as refeições, muitos dos quais você nunca viu antes e nunca verá de novo.   Kunming. Dois restaurantes entraram para a minha lista de favoritos. O primeiro foi o Baita Daiwei Ting (Restaurante Baitai de Sabor Dai), um lugar minúsculo que serve a culinária da minoria Dai de Yunnan, extremamente apimentada e de sabor típico do sudeste asiático. Adorei o gui ji, ou frango fantasma, delicioso, mesmo estando quase apimentado demais para se comer, e o simples e adocicado boluo fan, ou arroz de abacaxi, um verdadeiro calmante para a boca que consiste numa mistura de arroz preto e grudado ao estilo tailandês com pedaços de abacaxi servido à temperatura ambiente dentro de um abacaxi oco. Serviço: Baita Daiwei Ting, 143 Shangyi Jie, 0871-364-5275. Sem cartão de crédito. Cardápio em inglês.   O segundo foi o Lao Fangzi, ou Casa Velha, um estabelecimento que sobrevive desde o século 19 e ainda serve comida genial. Em menos de meia hora depois de abrir as portas, o restaurante fica lotado; isto diz tudo. Pratos de destaque incluem o fígado de ganso frito no sal (yen bao er gan); costeletas de presa de elefante, ou xiang ya paigu, um prato composto por imensas costeletas de porco no formato de presas de elefante cozinhadas até atingir uma suculenta e complexa perfeição; e, acredite se quiser, pratos preparados em antigas telhas de barro arrancadas do telhado do restaurante, de 159 anos de idade. Sim, é isto mesmo - antigas telhas, empregadas da mesma maneira que usamos a tábua de cedro para cozinhar o salmão em algumas receitas do Pacífico Noroeste. Eles servem carne (wa zhang niu rou), peixe (wa zhang kao yu) e tofu (wa zhang tofu) cozinhados nas telhas do teto, e o sabor é mesmo incomum. Parece algo como a fermentação; o sabor de uma idade avançada. Serviço: Kunming Lao Fangzi, Dong Feng Xi Lu, Ji Xiang Xiang número 18-19, telefone 3644555. O restaurante fica fora da rua principal, num beco. É bastante conhecido, mas é melhor pedir ao recepcionista do hotel que telefone antes e lhe escreva indicações em chinês. Cardápio em inglês.   Dali. Dali atrai muitos turistas internacionais, e é conhecida por oferecer comida ocidental decente. Não, obrigado. Restaurantes da culinária da minoria local Bai também abundam, mas depois de algumas refeições enfadonhas, eu embarquei num projeto de pesquisa, perguntando aos nativos onde poderia encontrar comida Bai realmente boa. Fui mandado a Li Heng, aonde voltei de novo e de novo, jamais sendo desapontada. Vá até os fundos do pequeno salão dianteiro e entre um maravilhoso pátio interno à moda antiga. Não deixe de pedir um prato shaguo; o shaguo é um pote de argila local usado para sopas espessas que supostamente imprime uma fragrância - algo como pimenta do reino - seja no que for que esteja sendo cozinhado em seu interior. Os pratos shaguo estão por toda a parte nas regiões central e norte de Yunnan, uma verdadeira delícia local. Experimente o tofu shaguo de Li Heng; é maravilhoso. Rushan nailou é um queijo local de textura de couro e feito de leite de vaca que é frito até estourar feito pipoca nos mais estranhos formatos, e é então servido quente polvilhado de açúcar. Estranho, mas interessante. Yunnan faz fronteira com Sichuan, e o Li Heng, como tantos outros restaurantes de Yunnan, serve também muitos pratos de Sichuan. As verduras e os legumes do dia ficam num balcão diante da entrada aguardando a sua escolha e deleite. Aponte para um deles e veja o que acontece. Certo dia eu perguntei a respeito de uma tigela de pétalas de rosa que estava em exibição e me disseram que elas eram usadas para rechear ovos - pedi esta criação e recebi um omelete recheado de cinco variedades de flores locais cujo sabor delicado e perfumado combinava muito com a suavidade dos ovos. Serviço: Li Heng, Cidade Velha de Dali, Renmin Lu 117. Telefone: (0872) 255-3316.   Lijiang. A cidade velha de Lijiang é ao mesmo tempo impressionante arquitetonicamente e tão apinhada de turistas que às vezes a situação beira o insuportável. Como seria de se esperar, abundam os restaurantes dedicados aos turistas. Um dos melhores na média geral é o restaurante Mishi, no qual o chef Cun Yongheng, da minoria local Naxi, oferece um cardápio surpreendentemente extenso e variado de pratos da culinária dos Naxi, de Sichuan, do Cantão e até mesmo da ocidental. Quando perguntei a ele quais pratos ele considerava os seus melhores ele escolheu a raiz de lótus frita, e de fato, eu não conseguia parar de comê-la. Serviço: Mishi, Cidade Velha de Lijiang, Xin Yi Jie, Li Shi Jiang número 52. Telefone 518-7605. Aberto das 8 da manhã até a meia noite. Cardápio em inglês.   Haku Café é um pequeno de comida consistentemente saborosa e um salão de jantar no segundo andar tão agradável, com as janelas de treliça abertas para a rua de paralelepípedos no nível do chão, que as pessoas comem e depois se sentam para jogar cartas durante horas. Há um computador nas proximidades caso você deseje abrir o e-mail. Há um bar completo no andar de baixo. Serviço: Haku Café, Cidade Velha de Lijiang, número 50 Avenida Jishan, rua Xinyi, telefone 0888-510-5321. Cardápio em inglês.   Zhongdian ou Shangri-lá. Esta antiga cidade madeireira tibetana ao norte de Yunnan, no planalto tibetano, foi rebatizada como Shangri-lá pelo governo chinês na esperança de atrair turistas. Estes de fato vieram, e agora há hotéis e resorts lá tão chiques quanto podem ser, mas apenas um restaurante da cidade se destaca verdadeiramente: o Arro Khampa. Administrado por três tibetanos que estiveram na Índia durante 13 anos e depois voltaram, falando diversos idiomas e familiarizados com muitas culturas, trata-se de um estabelecimento sofisticado e acolhedor que serve uma elaborada mistura de pratos tibetanos, nepaleses, indianos e ocidentais. O chef Bhaskar Uday é do Nepal, mas dedicou-se ao domínio da culinária tibetana, e identifica cheio de sabedoria os pratos do cardápio representantes dos estilos Khampa, Lhasa ou Amdo da culinária tibetana. Serviço: Arro Khampa, Cidade Velha de Shangri-lá, Pijiang Po, telefone 887-822-6446.   SAN FRANCISCO Você tem por acaso a sorte de estar visitando a região da baía, ou mesmo de morar lá? Se for este o caso, apresse-se em reservar uma refeição no Jai Yun. Acredite se quiser, este restaurante excepcional fica em Chinatown - bairro do qual, segundo dizem os aficionados, fugiram todos os melhores restaurantes de comida chinesa há algum tempo, procurando outras partes da cidade. Não é este o caso. o chef Nei Chia Ji, de Nanjing, é um verdadeiro artista e um espetáculo de um homem só. O Jai Yun não é um restaurante normal. Não há cardápio. Você liga com antecedência para fazer a reserva e escolher o patamar de preço por pessoa, e então basta chegar lá. É melhor estar com fome e sem pressa, pois o que se seguirá é um desfile de pratos únicos. Algumas das criações de Nei são inesquecíveis (o aliote, o filé com tangerina, a berinjela) e o restante vai do apenas bom até o excelente. Procure comer com ritmo - a refeição é longa e elaborada, e é melhor encarada como um menu-degustação. O clima é 100% genérico. Os preços, a partir de US$ 40 a US$ 50 por pessoa, são altos para um restaurante chinês, mas uma refeição no Jai Yun é uma verdadeira barganha se comparada à comida eurocêntrica de qualidade comparável. Uma das melhores experiências em culinária chinesa nos EUA e sem dúvida um dos restaurantes mais únicos da América do Norte. Serviço: Jai Yun, 680 Clay St., San Francisco, Califórnia, 415-981-7438. Reserva obrigatória. Cerveja e uma miscelânea de vinhos disponíveis.   LOS ANGELES A melhor comida chinesa de L.A. fica no vale de San Gabriel, uma área suburbana distante cerca de 20 minutos do centro e que abriga mais de 300 mil imigrantes chineses. Chang’s Garden. Em termos de profissionalismo, poder de permanência, e comida consistentemente excelente em todos os estabelecimentos que possuiu ou nos quais trabalhou, poucos se comparam a Henry Chang. De início o chef do estimado restaurante islâmico de San Gabriel, o Dong Lai Shun, e depois o chef e proprietário do muito elogiado Juon Yuan, ele agora administra o Chang’s Garden, que se concentra na sutil culinária de Hangzhou, baseada na literatura. Na verdade, apesar de o nome inglês do restaurante ser Chang’s Garden [Jardim de Chang], ninguém o chama assim em chinês. Seu nome mandarim é Lou Wai Lou, o nome de um dos mais famosos e veneráveis restaurantes de Hangzhou. Pratos excelentes: sopa de nabo e tilápia, sopa de peixe amarelo, glúten fatiado, costelas de porco na folha de lótus, bolinhos de peixe (shui yu shui jiao), peixe de gelo com molho de grão de soja, repolho da neve com folhas de vagem, peixe frito na massa mole de algas (tai tiao huang yu), e pudim de arroz dos oito tesouros (ba bao fan). Serviço: Chang’s Garden, 627 W Duarte Rd., Arcadia, Califórnia 91007, 626-445-0707. Cardápio em inglês, mas o idioma é pouco falado entre os funcionários. Durante os horários de almoço e jantar o estabelecimento fica lotado. Chegue depois das 8:00 para o jantar ou espere.   Green Village. O deleite dos amantes da culinária de Xangai. Wang Haibo reabriu o Green Village em San Gabriel, num novo endereço ao dobrar a esquina do gigantesco shopping no cruzamento entre Del Mar e West Valley. A oeste deste complexo, em West Valley, no segundo andar de uma pequena galeria, o Green Village está de volta. Um nativo de Xangai que se tornou obcecado com a comida como resultado de ter passado fome durante a infância, Wang Haibo é uma verdadeira raridade no mundo da culinária chinesa - um chef autodidata. Na cozinha, ele mostra uma genialidade inconstante - nem tudo é excelente, mas quando ele acerta o ponto, o sabor é de levar às lágrimas. Peça aos moradores locais que indiquem os três melhores restaurantes no vale de San Gabriel e este lugar será citado com freqüência, e com razão. O novo cardápio inclui os notáveis favoritos que tornaram o restaurante famoso e, com um total de 321 pratos, há escolhas o bastante para agradar a todos. Para começar com os clássicos, não perca o seu rabo de peixe assado (na verdade trata-se do terço inferior de uma carpa), o frango cozido com castanhas (uma excelente caçarola de inverno), as costelas especiais Wu-Xi (a receita de Wang para este prato ganhou a capa do livro de melhores receitas jamais publicadas pela revista Gourmet), e cocoroca amarela sauté com limo do rio. O prato pelo qual ele é mais conhecido é provavelmente o tornozelo de porco com molho de soja, que é na verdade um presunto fresco, não defumado, mas cozido no vapor, frito e assado na panela durante horas com soja, temperos, e açúcar mineral. O cardápio de maneira tal que o freguês americano consegue sentir a poderosa atração entre culinária e memória na cultura dos imigrantes do vale de San Gabriel. Os pratos são agrupados em categorias como "especialidades de Xangai", "pratos tradicionais de Xangai" e "pratos da memória de Jiang Nan". Jiang Nan significa "ao sul do rio" e se refere àquela região ao sul do rio Yang-tsé onde as cidades de Hangzhou e Suzhou há muito são conhecidas pela sua beleza, sua poesia (no caso de Hangzhou), suas maravilhosas mulheres (no caso de Suzhou), e a sua elegante culinária. As memórias são reavivadas quando os pratos destas cidades são trazidos à mesa. Serviço: Green Village, 250 W. Valley Blvd, #M, San Gabriel, Califórnia 91776, 626-576-2228. Cardápio em inglês, mas o idioma é pouco falado entre os funcionários.   Chung King. A melhor comida de Sichuan que eu já comi nos EUA. O jornal New York Times recentemente mandou um repórter a Los Angeles para experimentar o estabelecimento e ele declarou que o restaurante superava praticamente todos os outros restaurantes de culinária de Sichuan que ele já havia provado. O chef executivo Chen Qingping, criador do cardápio, era um jovem prodígio na sua região nativa de Chongqing; feito inédito, aos 21 anos de idade foi declarado mestre e recebeu seus próprios aprendizes. Ele considera a seção dos pratos shui zhu (Pratos Fritos em Molho Apimentado) a sua maior criação, e são de fato pratos incríveis e incendiários. Também gostei muito da enguia com chilli e pimenta em grãos (apimentado com trevos inteiros de alho) e meus filhos adoram o filé dourado na fritura com cebola verde chinesa, que não é nada apimentado. Meu marido é louco pelos intestinos cozidos de porco no molho apimentado, e também as fatias de peixe mexidas na fritura com pimenta em conserva. Os pratos frios são fantástico, incluindo os amendoins apimentados com peixe seco chocante e minúsculo; o frango defumado na cânfora; e o fu qi fei pian (literalmente, "pulmões fatiados do papai e da mamãe", mas o nome é anacrônico; o prato é feito inteiramente de cortes macios de ponta de filé cobertos com um revestimento maravilhosamente complexo). Os pratos frios são excelentes escolhas para viagem, mas é garantido que desaparecerão de sua geladeira em poucas horas. Serviço: Chung King, 1000 S. San Gabriel Blvd, San Gabriel, Califórnia 91776. Tel. 626-286-0298. Cardápio em inglês, mas o idioma é pouco falado entre os funcionários. * Nicole Mones é jornalista, escreve sobre comida chinesa para a revista Goumet e é autora do romance The Last Chinese Chef. RODRIGO OLIVEIRA Porco de engenho 4 porções 1 hora Ingredientes 500g de lombo de porco em cubos; 50 ml de cachaça artesanal; 60 ml de mel de engenho; 50g de pimenta biquinho; 3 dentes de alho picados; 1 cebola em cubos grandes; 1 cenoura em fatias; 10 ml de extrato de tomate; 100g de carambola em calda; 500g de açúcar; 500 ml de água; anis-estrelado, cravo e canela a gosto; 250ml de caldo de carne; manteiga de garrafa para fritar; sal, pimenta-do-reino, cominho e semente de coentro a gosto; coentro fresco para finalizar Preparo Para a calda: Faça uma calda com a água, o açúcar e as especiarias. Quando engrossar desligue o fogo e reserve. Deixe marinar a carne com a cachaça, sal e pimenta por 1 hora. Frite os cubos de carne na manteiga em fogo alto até dourar. Reserve. Na mesma frigideira frite o alho, a cebola e a cenoura. Acrescente o extrato de tomate, o melado e volte a carne à panela. Junte o caldo, cozinhe e tempere. Finalize com pimenta, carambola e coentro fresco. Mocotó - Av. Nossa Senhora do Loreto, Vila Medeiros, 1.100, tel. 2951-3056. CARLA PERNAMBUCO Pato xadrez 2 porções 1 hora Ingredientes 2 magrets de pato de cerca de 250g; 8 colheres de sopa de óleo de canola; 2 colheres (chá)de gengibre ralado; 2 colheres (chá) de pimenta vermelha picadinha; 1/2 xícara de pimentão vermelho em quadrados de 1 cm; 1/2 xícara de pimentão amarelo em quadrados de 1 cm; 1 cebola em fatias de meia-lua; 1/2 xícara de talos de cebolinha fatiados na diagonal; 2/3 de xícara de aspargos fatiados; 16 cogumelos shiitake sem talo pequenos; 16 lichias frescas sem semente ou em conserva cortadas ao meio; 4 colheres (sopa) de amendoim sem pele picado grosseiramente; 2 colheres (sopa) rasa de maisena; 2 colheres (sopa) de açúcar; 2 colheres (chá) de molho inglês; 2 colheres (sopa)de óleo de gergelim; 1/2 xícara de jerez; 1 xícara e 1/3 de caldo de frango; 2/3 xícara de molho de soja; sal, 5 especiarias (anis, cardamomo, canela, cravo e erva-doce) a gosto; gergelim torrado para decorar Preparo Tempere os magrets com sal e as 5 especiarias. Em uma chapa bem aquecida grelhe rapidamente a carne de pato, sempre do lado da gordura - a carne deve ficar do ponto para malpassada -, fatie bem fino e reserve. Em uma wok, aqueça o óleo de canola com o de gergelim, junte o gengibre e a pimenta e doure rapidamente. Acrescente os legumes, o açúcar, a maisena e mexa sem parar em fogo alto até dourar bem. Junte o amendoim, a cebolinha, a lichia, doure mais um pouco, adicione o molho inglês, o jerez, flambe, junte o caldo e o molho de soja. Acerte o sal. Sirva em prato fundo, fazendo uma pirâmide com os legumes e montando o pato fatiado em volta como um leque. Polvilhe gergelim torrado para finalizar. Carlota - R. Sergipe, 753, Higienópolis, tel. 3661-8670

Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no TwitterLeia Mais:http://www.estadao.com.br/noticias/geral,a-gastronomia-chinesa-vista-por-uma-americana,211127
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter
Leia Mais:http://www.estadao.com.br/noticias/geral,a-gastronomia-chinesa-vista-por-uma-americana,211127
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no TwitterAssine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no TwitterLeia Mais:http://www.estadao.com.br/noticias/geral,a-gastronomia-chinesa-vista-por-uma-americana,211127
Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no TwitterAssine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no TwitterAssine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no TwitterAssine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no TwitterAssine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no TwitterAssine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
Siga @Estadao no Twitter